

E isso tb é arte, da natureza, cindy e bela...
" Um convite ao lado direito do cérebro, da arte multifacetada... um espaço para a criação e para a desracionalização... um aconchego virtual para a alma, envolto em musicalidade, poesia, e das mais variadas formas criativas de expressão... do ser, em sua totalidade...
Há uma ilha em mim, com corais
onde só eu habito, sem solidão
carrego em esferas diversas os sinais
de futuro cor de menta, premonição
há um vento que sopra do sul
traz doces grãos que degusto feito uva
é um berço onde paira o azul
limpa a alma com calma chuva
há em mim um vestígio de cometa
que surge na constância das tardinhas
povoa raro e precioso planeta
revelando brilhos e presentes nas entrelinhas
há enfim, divinos lugares em mim
onde respostas cruzam-se no curso de meu rio
buscando às nobrezas um singelo sim
remetendo as impurezas ao filtro do desafio
por isso vivo extasiada em demasia
bebendo a esperança como o vinho da ceia
com tantos recursos internos de harmonia
improvável algo em que eu não creia...
Intensidade tua
em gestos que me abraçam
de fases em fases feito lua
tuas manias me caçam
de onde tiro a inspiração
de ti, teu redor, teu mundo
balança minhas bases, badalação
atreve-se a atiçar-me fundo
aquilo que entendo ser teu, teu ser
é incógnito, sem esforços a decifrar
e é no vão que tento descrever
o arrepio que a noite faz repousar
és indecifrável mandala
mil facetas em mil trejeitos
constrange-me assim a fala
esqueço a análise dos defeitos
existe em ti calamidade, furor
que por vezes cria poça de fel
mas em verdade quer beirar a loucura e, por amor...
morrer, feito Camile Claudel.
esta ânsia que consome
perde-se nas brumas da cidade
arrasta-se, e ilusoriamente some
Trouxe uma caixa de saudade
deste amor, que protejo com seu manto
carrego em mim assim, obsoleto
necessidade presente do encanto
Trouxe tudo demais e aos montes
não cabendo em mim, por tanto que quero
correndo este correr aos horizontes
de ti, que secretamente venero
Trouxe um sofrer que corta tudo
pela freqüência de te obsidiar
lembranças tuas no criado mudo
uma gota de ti, para me morfinizar
Trouxe a mais pura vastidão
do amor que guardei em arsenal
a vivência de um dia sem carvão
uma história, um presságio, no pacto final
Trouxe livros, palavras, poemas e canções
também freqüentes dores, de involuntário faquir
que na aceitação tácita da entrega, sem razão
tem mistério, vida e morte por sentir...
Prá não dizer que não cogitei
vi as cadentes no último porto
mas nem ao menos considerei
que o q tinhas no peito estava morto
esbravejei sem ser notada
mas de volta sem ter ido
trouxe aos prantos tua morada
escancarando nosso abrigo
por isso o castigo, os dogmas e pecados
a contaminar-mo-nos nas encruzilhadas
dois avisos invertidos e imaculados
duas vidas precárias e dizimadas...
atirei-me ao mar, cansada de arder
o corpo à deriva, a mente nociva
enquanto a lua não pensou em entristecer
o sol incendiou, a alma, momentaneamente, concisa...
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